Uma das mais antigas artes cénicas do mundo sobe ao palco do Museu do Oriente, nos dias 22 e 23 de Abril, a partir das 21h00, com quatro espectáculos que dão a conhecer ao público português uma forma clássica de teatro profissional japonês, o Noh, classificado pela UNESCO como Património da Humanidade.
Representado ininterruptamente há 650 anos, o Teatro Noh combina elementos de dança, música e poesia, tendo vindo a aprimorar o princípio estético de yugen, um conceito muito influenciado pelo zen e que alude a uma beleza profunda e delicada, algo misteriosa, do universo, presente também no sofrimento humano.
Trata-se de uma arte abstracta, tradicionalmente executada apenas por homens, que tem no vestuário a visualização do espírito e da essência das personagens representadas.
O Noh é caracterizado por um estilo lento, de movimentos subtis e pelo uso de máscaras típicas, que descrevem um universo habitado por deuses e guerreiros, inquietados com os mistérios do espírito.
No dia 22, o público tem a oportunidade de assistir à representação de Neongyoku (O canto horizontal), uma história sobre a relação humana entre um amo e o seu criado, e Yuki Setto-No-Hyoshi (A Neve. A Cadência das Pisadas), que relata a viagem de um peregrino pela província de Osaca.
Já a 23, Inaba-Du (A esposa bêbeda) conta a história de uma mulher que bebe sem moderação e do seu marido que, cansado desta convivência, lhe pede o divórcio. A segunda peça, intitulada Maki-ginu (Os rolos de seda), versa sobre o tema da virtude do waka (poema), que consiste em oferecer poemas aos deuses com vista a obter a sua graça.
Organizados em colaboração com a Fundação Japão e a Embaixada do Japão, estes espectáculos integram a programação da Festa do Japão, que decorre no Museu do Oriente até 9 de Maio, em comemoração dos 150 Anos do Tratado de Paz, Amizade e Comércio entre o Japão e Portugal.
Teatro Noh
22 e 23 de Abril
21h00
Museu do Oriente
Preço: € 20,00

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