O concerto realiza-se na Loja Trem Azul, em Lisboa, no dia 19 de Dezembro, pelas 21h30, integrado no Festival Ébano e Marfim, que apresentará concertos dos pianistas Bernardo Sassetti, João Paulo Esteves da Silva e Thollem Mcdonas.
Será uma das raras oportunidades de ver e ouvir o pianista Ran Blake, que fez história com um dos álbuns mais marcantes da história do jazz, “The Newest Sound Around”, em duo com a cantora Jeanne Lee, em 1962. Ran Blake é também um dos fundadores, juntamente com Gunther Schuller, do departamento de Third Stream, no New England Conservatory, o primeiro conservatório dos Estados Unidos da América a incorporar o Jazz e Third Stream no seu programa de estudos. O termo Third Stream surgiu nos princípios da década de 1960, e foi definido por Gunther Schuller como um género musical que resulta da síntese da música clássica com o jazz em que a improvisação é uma componente vital. Ran Blake junta-se a Sara Serpa neste concerto, em apresentação do novo álbum “Camera Obscura”.
O novo álbum de Sara Serpa / Ran Blake "Camera Obscura"
A câmara obscura é um instrumento óptico da antiguidade, usado por artistas e cientistas, em que a luz passa por uma pequena abertura de uma caixa escura, projectando consequentemente, imagens de grande clareza. Esta é uma metáfora apropriada para o que a vocalista Sara Serpa e o pianista Ran Blake fazem no seu álbum em duo, “Camera Obscura” (Inner Circle Music).
Ao fazerem passar as canções pela sua artística lente, eles projectam o som e o significado destas canções com uma surpreendente, e quase mágica, clareza. Numa das mais arrebatadoras gravações deste ano, eles trazem inovação e criatividade às suas interpretações de standards, clássicos do jazz e originais, dando uma nova luz a cada tema. O álbum “Camera Obscura”, apresentado neste concerto,
tem sido aclamado pela crítica internacional como “um dos melhores álbuns do ano” (Lucid Culture, NYC) e Sara Serpa como uma “voz em ascensão” (JazzMan, França).
Em “Camera Obscura”, Serpa, que criou o seu nome, como cantora que canta sem palavras, revela uma outra faceta da sua arte. Para pôr um carimbo pessoal nestas canções, Serpa precisava de um parceiro como Ran Blake, um músico, que tal como ela, está disposto a correr riscos.
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