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08 setembro 2010

Cultura: Yann Arthus-Bertrand fotografia acessivel a cegos chega a Portugal

Olhares Tácteis de Alain Mikli, para ver e sentir com as pontas dos dedos

Ver, ouvir, saborear, tactear, cheirar e sobretudo SENTIR sem qualquer barreira é a proposta que chega ao Museu do Regimento de Sapadores dos Bombeiros de Lisboa através da coorganização do Oculista das Avenidas e da Câmara Municipal de Lisboa em parceria com a ACAPO. A Inauguração é dia 16 de Setembro, às 16h00 e con­tará com a presença da Vereadora da Cultura da Câmara de Lisboa, Catarina Vaz Pinto e do criador internacional Alain Mikli.

Sentidos sem barreiras inclui a exposição internacional de fotografia Olhares Tác­teis de Alain Mikli, uma mostra para ver e sentir com as pontas dos dedos, ima­gens aéreas da terra, da autoria do fotógrafo Yann Arthus-Bertrand.

Imagens tácteis em relevo, a preto e branco, a partir de placas de acetato de celu­lose, que permitem aos deficientes visuais partilharem as suas impressões com a sua família e os seus amigos

Totalmente preparado para receber visitantes de mobilidade reduzida e a alertar para esta questão, o Museu e o evento Sentidos Sem Barreiras pretendem pro­­porcionar aos visitantes uma experiência sensorial integrada com as peças do museu, a música ambiente, a aromaterapia, uma prova gustativa e a exposição Olhares Tácteis.

27 novembro 2009

Livro: O Assassino Cego


Com O Assassino Cego, eleito recentemente um dos livros da década pelo The Telegraph, a consagrada escritora canadiana Margaret Atwood, regularmente apontada como forte candidata ao Prémio Nobel da Literatura, reafirma a originalidade da sua escrita e a enorme capacidade para dissecar as intrincadas relações humanas.



Qual boneca russa, a obra que agora se publica apresenta uma complexa estrutura narrativa em que se interligam as recordações de Iris Chase - uma anciã que conta a história da sua família ao longo do século XX, detendo-se em especial na relação desta com a sua irmã Laura (já morta) - com episódios escritos em registos tão distintos como romance ou a ficção científica.


«Todas as histórias se complementam, inclusivamente os recortes de imprensa e as passagens de ficção científica que se encontram no livro. É como uma collage em que cada tipo de representação é um desafio para as outras ainda que, no final, se obtenha uma imagem única. Há distintos níveis que se vão sobrepondo até descobrir a verdade. No romance reconstrói-se uma saga familiar ao longo do século, mas há também uma utopia negativa, uma distopia, que foi a forma utilizada no passado por alguns escritores para criticar a sociedade actual», revelou a autora em entrevista ao El País.


No livro, chegada ao fim da vida, Iris Griffen começa a escrever a história secreta da sua família, evocando um mundo de prosperidade e miséria que se estende pelo período que separa as duas guerras mundiais. Mas o enigma central da história de Iris é a morte de Laura Chase, a sua irmã, também ela uma contadora de histórias. O único livro de Laura, um best-seller intitulado O Assassino Cego, narra o amor clandestino entre uma jovem de sociedade e um radical a monte. Mas como terá morrido Laura? Acidente ou suicídio? Quem é esse anarquista que habita as páginas de O Assassino Cego? E qual é a relação entre a história de ficção científica, que ele conta à amante em troca de sexo, e a realidade?


O Assassino Cego é na verdade dois livros (pelo menos) e um labirinto de histórias que recorrem a uma multiplicidade de géneros literários, do romance à ficção científica, passando pelo jornalismo. Todos juntos, estes retalhos de narrativas vão dando contornos a uma história única: uma saga familiar que é também a História do mundo ocidental entre as duas Grandes Guerras e uma das histórias de amor mais complexas e inesquecíveis da literatura.

Um livro editado pela Bertrand já á venda.