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07 junho 2011

Entretenimento: "Amália" - O Filme na RTP

Já conhece a mítica cantora. Pela primeira vez, numa coprodução RTP, conheça a mulher por trás do mito.
“Amália” segue a diva numa noite de Outono nova-iorquina em 1984, uma noite que atravessa as memórias íntimas de uma vida inteira. A precoce separação dos pais e a reconciliação precária, marcada pela indiferença da mãe e a morte da irmã Aninhas, até ao início da vida adulta, inaugurada pela paixão com o guitarrista amador Francisco Cruz e o sucesso local e nacional, até à ruptura de um casamento indesejado.
Uma fase de maturação artística e grande agitação, de vida dividida entre o amante Eduardo Ricciardi, o playboy do ténis que se incomoda com as suas raízes plebeias, e um banqueiro comprometido, Ricardo Espírito Santo, cúmplice espiritual, até ao abrupto desaparecimento deste lhe retirar a esperança de um futuro comum, levando a um casamento por simpatia e conforto com César Seabra.
Por fim, um período de valsa dorida com as traições familiares e as conotações políticas com o regime, de bailado com a doença, apenas superado na gloriosa ressurreição em pleno Coliseu dos Recreios, quando triunfa sob o fogo cruzado da Revolução de Abril.
“Amália”, a biografia da mulher que atravessa o século XX para se transformar numa das maiores personalidades musicais de todos os tempos.

SEXTA, DIA 10, ÀS 22H00, NA RTP1

11 dezembro 2010

Livro: Colecção «Chamo-me...»

Com mais de 40 títulos publicados, chegam-nos os mais recentes volumes da Colecção «Chamo-me...», uma das mais consistentes colecções destinadas ao público juvenil publicadas em Portugal.

A colecção
Esta colecção juvenil de biografias universais, publicada pela Didáctica Editora (Grupo Editorial Plátano), conta com a particularidade de cada uma das biografias de grandes nomes da história, das ciências e das artes ser contada na primeira pessoa. Alguns títulos já lançados: Fernando Pessoa, Eça de Queirós, Eusébio, Padre António Vieira, Bocage, Einstein, Marie Curie, entre muitos outros.

Chamo-me... Amália e Chamo-me... Almeida Garrett
Os dois volumes que agora apresentamos são dedicados a duas figuras maiores da cultura portuguesa: Almeida Garrett e Amália Rodrigues. Com texto de Maria Inês Almeida, o volume Chamo-me... Amália conta com ilustrações conjuntas de Sérgio Agostinho e Cláudia Dias. A obra Chamo-me... Almeida Garrett é ilustrada por João Concha.

19 setembro 2010

Música: Mafalda Arnauth - O Novo disco chama-se "Fadas"

"É, claramente, uma homenagem às Mulheres. ‘Em “Fadas” escolhi cantar algumas dessas vozes, Mulheres Únicas, também elas mágicas, que tive o privilégio de conhecer, algumas, e outras, que não tendo conhecido, ainda assim foram cruciais no meu crescimento e evolução enquanto fadista", explica Mafalda Arnauth.

"Amália Rodrigues, Hermínia Silva, Fernanda Baptista, Celeste Rodrigues e Beatriz da Conceição são apenas algumas dessas referências que consegui trazer a este registo. E com elas trago também alguns dos primeiros temas que cantei: “Saudades da Júlia Mendes”, “Tendinha”, “Madragoa”, “Hortelã Mourisca”, “Antigamente”, sem saber exactamente “o que é que me levou a quem”: se os Fados carregados de História, Memórias e Saudade às vozes, se as vozes carregadas de Alma, Vida e Coração aos fados."

Mas é, além de uma clara referência ao Universo feminino do Fado, uma homenagem também às Letras e Músicas e à Magia, que estas conseguem trazer consigo. ‘ As Letras e Musicas que têm feito do Fado o lugar de expressão máxima da nossa cultura portuguesa, da mais popular à mais erudita, da mais simples à mais elaborada, nascendo da tradição mais pura ou nascendo dos limites por vezes pouco claros nesta música de raiz. Criar, no Fado, tornou-se um acto de coragem e humildade, e quantas vezes de risco, pois o manancial é de uma riqueza absoluta. Mas como resistir a uma música que nos inspira mais e mais?’, pergunta Mafalda.

‘Fadas’, o reconhecimento de Mafalda Arnauth a todas as Almas Fadistas que a inspiraram, vai sendo desvendado aos poucos até dia 11 de Outubro.

02 setembro 2010

Cultura: Obra de Amália Rodrigues reinterpretada por 12 artistas portugueses contemporâneos

Doze temas fundamentais da discografia de Amália Rodrigues e a sua influência na cultura contemporânea portuguesa são o ponto de partida para a exposição “Amália Nossa”, projecto do Museu Colecção Berardo que reúne a partir de hoje, dia 2 de Setembro, na Igreja da Misericórdia de Silves, trabalhos de doze dos mais representativos artistas plásticos do nosso país. “Amália Nossa” integra o cartaz de arte contemporânea do programa “Allgarve’10” e vai estar patente de 2 de Setembro de 2010 a 31 de Janeiro de 2011.

Esta mostra parte de uma iniciativa da editora Tugaland, que reeditou parte da discografia de Amália - dividida em doze temáticas alusivas a tópicos referenciais do reportório da cantora – e de um projecto editorial de Rui Vieira Nery, que recolheu material discográfico de 1945 e 1959 para criar o catálogo “Amália Nossa”. Com base nos temas Paixão, Ciúme, Abandono, Saudade, Sina, Tradição, Palcos, Cordas, Salero, Mundo, Lisboa e Ao Vivo, os artistas João Pedro Vale, Adriana Molder, João Onofre, Gabriel Abrantes, Sofia Leitão, Pedro Barateiro, Pedro Gomes, Ana Rito, Catarina Saraiva, Rita GT, Bruno Pacheco e Isabel Simões desenvolveram esculturas, fotografias, instalações, pinturas e vídeos que compõem esta mostra.

Amália Rodrigues nasceu em Lisboa, a 1 de Julho de 1920, e iniciou a sua carreira artística em 1939, na casa de Fados “Retiro da Severa”. Obteve, em 1945, o seu primeiro grande sucesso musical com a canção "Ai Mouraria”. Nas décadas seguintes, fez inúmeras gravações, tournées internacionais e participou em dezenas de filmes. Entre as canções mais conhecidas, conta-se "Lisboa Antiga", "Foi Deus", "Coimbra", "Barco Negro", "Canção do Mar", "Nem as Paredes Confesso", "Lisboa, Não Sejas Francesa", "Vou Dar de Beber à Dor" e "Com que Voz".

Eventos de música, desporto, arte e gastronomia compõem o programa “Allgarve” que este ano oferece também animação de rua, novo circo e música clássica, num calendário que se prolonga pela primeira vez até Novembro e que inclui um número recorde de cerca de 90 eventos.

O “Allgarve’10” é um programa de valorização turística para o Algarve que tem por objectivo reforçar a região como destino de qualidade, proporcionando experiências que marcam aos turistas e aos residentes e complementando a oferta tradicional de Sol e Mar - característica da época alta - com cultura, actividades e animação por todo o ano.

INFORMAÇÕES DE BILHETEIRA
De 2 de Setembro 2010 a 31 de Janeiro 2011, na Igreja da Misericórdia (Silves)
HORÁRIO: Segunda a Sexta das 09h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00. Encerra aos fins-de-semana
PREÇO: Entrada Livre
CONTACTOS: T. 282 440 832

23 abril 2010

Música: Amália Hoje no Casino de Lisboa

O espectáculo dos Amália Hoje constituiu o ponto alto do 4º aniversário do Casino Lisboa, reproduzindo, em palco, o essencial de uma gravação em disco que já mereceu platina . E o público, alargado e heterogéneo, que acorreu ao Arena Lounge e que interagiu com os artistas de uma forma invulgar, demonstrou, se necessário fosse, que o projecto do grupo merece a popularidade de que desfruta.

Foi, por isso, este ambiente de festa em palco, que transbordou para todo o espaço circundante e galerias, evidenciando a versatilidade da oferta cultural do Casino Lisboa e o seu modo muito próprio de homenagear um projecto musical consequente e original de matriz portuguesa no seu dia de aniversário.

Os artistas retribuíram - e não apenas porque, quase no final da performance, cantaram o tradicional “parabéns a você” - , mas pela criatividade e força interpretativa que evidenciaram, transformando o concerto num roteiro de fados como não se costuma ouvir, validados com arranjos musicais impregnados de imaginação, sem ferir as suas origens .

Assistiu-se, por vezes, à desconstrução de fados tradicionais, para nos serem posteriormente devolvidos com uma dramaticidade ou uma alegria contagiantes. Com Sónia Tavares - uma voz surpreendente em diferentes registos - , Fernando Ribeiro, Paulo Praça e Nuno Gonçalves, criador do projecto, que assina os arranjos musicais e participa no concerto como teclista. Diz ele: “Entendíamos, dia atrás dia, que a nossa missão de relembrar Amália a novas gerações, e não só, estava a ter resultados”.

Neste concerto único, comemorativo de quatro anos de actividade do Casino Lisboa, esses resultados fiaram á vista. E no ouvido.

23 março 2010

Música: Amália Hoje no Casino de Lisboa

O tempo é veloz. Por isso, é já no próximo dia 19 de Abril que o Casino Lisboa comemora o 4º aniversário. E fá-lo, como tem acontecido desde a sua inauguração, em ambiente de festa. Uma festa diferente todos os anos. E, desta vez, aniversário significa um concerto único no espaço do Arena Lounge com “Amália Hoje”, um projecto original.

Em palco os Hoje, Sónia Tavares, Fernando Ribeiro, Paulo Praça e Nuno Gonçalves, tocam ao vivo as canções do disco Amália Hoje. Em palco não prometem xailes negros nem guitarras Portuguesas. Haverá espaço, sim, para uma Guitarra eléctrica Portuguesa, uma Bateria Portuguesa, e uma dezena de músicos que representam, de alguma forma, a nova maneira de cantar a pop em Portugal. Em palco não se canta Fados. Cantam-se canções pop que sempre mereceram mais espaço, mais cor e mais pop. Em palco haverá uma coisa apenas: alegria. Alegria por encerrar com chave de ouro um projecto que Nuno Gonçalves, que o imaginou, sempre quis viver de verdade – “ Gostamos de verdade destas canções, rimos, choramos, rasgamos a pele por elas. O palco é verdade absoluta. O palco é presente. Hoje o palco é nosso. O palco é vosso, se quiserem, uma vez mais, do povo”.

Para Nuno Gonçalves, criador do projecto, que assina os arranjos musicais e participa no concerto como teclista “ Dia atrás de dia percebíamos que “Amália Hoje” era ainda mais conhecida, divulgada, re-ouvida, descoberta. Entendíamos, dia atrás dia, que a nossa missão de relembrar Amália a novas gerações, e não só, estava a ter resultados. Dia atrás de dia, nas entrevistas, sempre o dissémos – Este é um disco, tal como era Amália, sem intermediários, realizado e difundido directamente ao público. Pelo meio não houve unanimidade de crítica. Ainda bem. Amália também não a tinha. Pelo meio houve a sensação diária que o disco estava na casa, no carro, nos caminhos ao trabalho, nas vidas das pessoas. Pelo meio houve a sensação que o disco Amália Hoje não podia morrer nas prateleiras das lojas e, muito menos, nas casas das pessoas que o viviam todos os dias... Pelo meio, entendemos que o disco era das pessoas. Hoje damos continuidade ao disco. Queremos em palco agradecer às pessoas, aquelas que directamente, e tal como sempre acreditámos, responderam “Sim” à ideia de recriar Amália pop. Hoje os palcos vão dizer obrigado. Nós, no final de cada concerto, limitamo-nos a fazer uma humilde vénia ao público. Pelo público, ou se quiserem, pelo povo...”

É este o perfil de um espectáculo, com entrada livre, que vai esgotar, decerto, o Arena Lounge do Casino Lisboa, no dia em que celebra quatro anos de sucessivos êxitos.

05 março 2010

Música: Amália Hoje no BES Arte & Finança

O palco do BES Arte & Finança recebe dia 26 de Março, a partir das 21 horas, o projecto musical Hoje. Sónia Tavares, Fernando Ribeiro, Paulo Praça e Nuno Gonçalves tocam ao vivo as canções do disco que revisita os fados de Amália numa versão pop.

O espectáculo é gratuito e de entrada livre.

Reinventar alguns fados de Amália foi a tarefa a que se lançou o projecto Hoje, liderado por Nuno Gonçalves dos The Gift, e que conta com as vozes de Sónia Tavares (também ela dos The Gift), Paulo Praça e Fernando Ribeiro (vocalista dos Moonspell).

“Amália Hoje” foi o álbum mais vendido em Portugal em 2009, ano em que se assinalou o décimo aniversário da morte da fadista.

02 março 2010

Música: Os Fados da Alvorada

"O Fado nasceu um dia,
Em que o vento mal bulia
E o céu o mar prolongava,
Na amurada dum veleiro,
No peito dum marinheiro,
Que estando triste cantava"
José Régio

"A ideia desta colectânea nasceu à roda de um ensopado de borrego, ali para os lados do Chiado, em Lisboa. Já perto do final do repasto, a conversa empastou no fado. Do borrego ao convite para tratar de outras iguarias, foi um passo. E lá fui eu mergulhar no Mar da Poeira de um andar num prédio de uma rua de Benfica, espreitar se ainda por lá existiam os muitos milhares de discos que eu sabia ali terem estado. É que eu conhecera esse local no ano de 2004, quando preparava a edição de uma colecção de discos de fados, editada no ano seguinte pela Revista Visão, com o título Todos os Fados. Voltei àquele lugar mágico no ano de 2006 e comecei a preparação de um projecto que não chegou a realizar-se e que tinha por objectivo a reedição de todo o trabalho discográfico do guitarrista Raul Nery, com a possibilidade de lhe acrescentar um ou dois registos originais, beneficiando para tal dos três elementos que estão vivos e que integraram esse notável grupo de músicos – o Conjunto de Guitarras de Raul Nery.

É da mais elementar justiça realçar, neste texto de introdução, o trabalho de José António Regada que, com uma paciência e um saber dignos de grande aplauso, reconstruiu, algumas vezes compasso a compasso, as passagens mais danificadas das gravações originais. Todo este trabalho foi feito tentando respeitar sempre o ambiente sonoro tão característico do Vinil. Guardei para o final deste texto o mais importante de todos os agradecimentos: pela riqueza, rigor e contínuo entusiasmo do Nuno de Siqueira, a quem devo o permanente conselho e a revisão técnica e literária de todo o projecto, um abraço de gratidão e amizade deste coca-bichinhos do Fado.

E agora, se não se importam, com a sábia loucura dos sonhos,

Vamos aos Fados."
José Manuel Osório

16 fevereiro 2010

Música: Os Fados da Alvorada

"O Fado nasceu um dia,
Em que o vento mal bulia
E o céu o mar prolongava,
Na amurada dum veleiro,
No peito dum marinheiro,
Que estando triste cantava"
José Régio

"A ideia desta colectânea nasceu à roda de um ensopado de borrego, ali para os lados do Chiado, em Lisboa. Já perto do final do repasto, a conversa empastou no fado. Do borrego ao convite para tratar de outras iguarias, foi um passo. E lá fui eu mergulhar no Mar da Poeira de um andar num prédio de uma rua de Benfica, espreitar se ainda por lá existiam os muitos milhares de discos que eu sabia ali terem estado. É que eu conhecera esse local no ano de 2004, quando preparava a edição de uma colecção de discos de fados, editada no ano seguinte pela Revista Visão, com o título Todos os Fados. Voltei àquele lugar mágico no ano de 2006 e comecei a preparação de um projecto que não chegou a realizar-se e que tinha por objectivo a reedição de todo o trabalho discográfico do guitarrista Raul Nery, com a possibilidade de lhe acrescentar um ou dois registos originais, beneficiando para tal dos três elementos que estão vivos e que integraram esse notável grupo de músicos – o Conjunto de Guitarras de Raul Nery.

É da mais elementar justiça realçar, neste texto de introdução, o trabalho de José António Regada que, com uma paciência e um saber dignos de grande aplauso, reconstruiu, algumas vezes compasso a compasso, as passagens mais danificadas das gravações originais. Todo este trabalho foi feito tentando respeitar sempre o ambiente sonoro tão característico do Vinil. Guardei para o final deste texto o mais importante de todos os agradecimentos: pela riqueza, rigor e contínuo entusiasmo do Nuno de Siqueira, a quem devo o permanente conselho e a revisão técnica e literária de todo o projecto, um abraço de gratidão e amizade deste coca-bichinhos do Fado.

E agora, se não se importam, com a sábia loucura dos sonhos,

Vamos aos Fados."
José Manuel Osório

Data de Edição: 01 Março de 2010

12 dezembro 2009

Exposição: Jóias de Amália Rodrigues no Hotel Infante Sagres


O Hotel Infante Sagres uma exposição fotográfica de Eduardo Mota com fotos das jóias de Amália Rodrigues.



Convidado para fazer uma exposição sobre Amália, o fotógrafo formado no Royal Collage of Art, em Londres, escolheu uma abordagem única para retratar a eterna Diva do Fado. Embora tenha realizado vários retratos de Amália Rodrigues entre 1996 e 1997, Eduardo Mota preferiu explorar a relação da cantora com os seus objectos pessoais.


Sendo bastante conhecida do público a paixão de Amália por flores, muito pouco foi revelado da relação de Amália com as suas jóias. Foram, precisamente, as jóias de Amália que Eduardo Mota fotografou para esta exposição, recorrendo ao espólio patente no Museu da Electricidade em Lisboa.


Esta exposição única irá visitar várias cidades do país, relembrando a voz que deu a conhecer Portugal ao mundo.


A exposição estará aberta ao público até 18 de Dezembro e a entrada é livre.